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Bolívia tem como meta US$ 5 bilhões em vendas de créditos de carbono para combater o desmatamento

Bolívia tem como meta US$ 5 bilhões em vendas de créditos de carbono para combater o desmatamento

Bolívia tem como meta US$ 5 bilhões em vendas de créditos de carbono para combater o desmatamento
O ministro da Economia da Bolívia, Marcelo Montenegro, fala durante uma entrevista coletiva, em La Paz, Bolívia, em 14 de novembro de 2024. REUTERS/Claudia Morales
  • Meta Climática Ambiciosa: A Bolívia planeja arrecadar US$ 5 bilhões por meio de créditos de carbono para acabar com o desmatamento até 2030, alinhando-se às metas climáticas globais do Acordo de Paris.
  • Alívio econômico e ambiental: A iniciativa busca abordar as dificuldades econômicas da Bolívia, as reservas esgotadas e as crescentes taxas de desmatamento, com os recursos destinados à conservação e reflorestamento florestal.
  • Colaboração global: As negociações com empresas e governos estão em andamento, com as primeiras entregas previstas para o segundo trimestre de 2, garantindo a conformidade por meio da plataforma da Laconic Infrastructure Partners.

Plano de crédito de carbono de US$ 5 bilhões da Bolívia

A Bolívia deve vender US$ 5 bilhões em créditos de compensação de carbono para combater o desmatamento desenfreado e atingir sua meta de interromper a perda de florestas até 2030. O plano permite que países e empresas compensem emissões financiando projetos que reduzem as emissões que causam o aquecimento global.

“A intenção é conservar, plantar e reflorestar. E é uma forma de gerar valor neste país,” disse o ministro da Economia da Bolívia, Marcelo Montenegro, durante uma entrevista coletiva.

Ministro da Economia da Bolívia, Marcelo Montenegro

Enfrentando os desafios econômicos e ambientais

A economia da Bolívia está sob pressão, com reservas estrangeiras quase esgotadas e escassez generalizada de dólares. O país também enfrenta incêndios florestais crescentes, com mais de 10 milhões de hectares queimados durante a temporada de incêndios deste ano.

“Todos vocês sabem o quanto gastamos para apagar incêndios, tentando controlá-los, e deveríamos ter recursos para prevenir, mitigar e nos antecipar a isso”, Montenegro enfatizou. “Se as intenções de plantar, reflorestar e mitigar esse tipo de dano ambiental forem valorizadas, então serão bem-vindas.”

Conformidade com o Acordo de Paris

Os “créditos de carbono soberanos” aderirão ao Artigo 6 do Acordo de Paris, permitindo que compradores internacionais os utilizem para atingir metas climáticas nacionais. A Laconic Infrastructure Partners, supervisionando a venda, garante a conformidade e a autenticidade das emissões por meio de sua plataforma.

O CEO da Laconic, Andrew Gilmour, destacou o crescente interesse nos créditos: “Na COP29, há partes interessadas na mesa”, ele disse, observando que as primeiras entregas podem começar já no segundo trimestre de 2.

CEO da Laconic, Andrew Gilmour

As compensações, totalizando cerca de 250 milhões de toneladas métricas, serão emitidas como títulos. Os rendimentos devem financiar a proteção florestal, com o progresso monitorado semestralmente para garantir que as metas sejam cumpridas. A Bolívia será responsável por penalidades se os compromissos não forem cumpridos.

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Esta iniciativa oferece à Bolívia uma tábua de salvação econômica vital, ao mesmo tempo em que contribui para os esforços globais de combate às mudanças climáticas.

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